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By Ferramentas Blog
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janeiro 30, 2013

Por Favor, Quem Puder Ajudar


Minha mãe tem problemas com duas hérnias de disco, por isso, imagino o tamanho das dores, mas não sei , de fato a realidade. Deve ser muito difícil. Encontrei este pedido no Facebook, investiguei um pouco e parece sim ser verdade. Por favor, se alguém puder ajudar, ajude. Se for alguém querendo tapear quem tem bom coração, Deus saberá.

março 27, 2012

Ver-o-peso, 385 anos da maior feira livre da América Latina

1965 - Libero Luxardo
Parabéns aos trabalhadores!
Uma casa de aferir peso acabou virando símbolo de uma cidade

A Casa do Ver-o-peso foi criada no Brasil para aferir exatamente o peso do açúcar e outros produtos e cobrar, sobre o que fosse pesado, o devido imposto para a Coroa Portuguesa, pois as mercadorias da Amazônia passavam por aqui.
Em 1614, no Rio de Janeiro, essa modalidade fiscal foi introduzida. Em Belém, não se sabe ao certo quando o fisco começou a funcionar. Porém, em 1625, a Casa do Ver-o-peso já estava em pleno funcionamento, haja vista ter o Senado da Câmara solicitado ao governador Gomes Freire de Andrade a renda daquela espécie de Mesa Fiscal, orçada então em 150 mil-réis, para enfrentar as despesas administrativas da cidade.


parahistorico.blogspot.com
 A Casa deve ter sido erguida na foz do igarapé Piri, onde hoje é a Doca do Ver-o-peso. Para se ter uma idéia da topografia da época, recorde-se de que a avenida Castilhos França e a rua 15 de Novembro não existiam: as águas da Baía do Guajará banhavam toda aquela área, posteriormente aterrada. O igarapé do Piri avançava pela cidade e o atual trecho do largo do Palácio, avenida 16 de Novembro e circunvizinhanças não passavam de alagadiços.
Unindo o bairro da Cidade (Cidade Velha) ao da Campina, existia uma estiva sobre o Piri. A rua dos Mercadores, (João Alfredo) começava defronte da embocadura daquele igarapé. E ali as autoridades levantaram a Casa do Ver-o-peso para recolhimento dos impostos de entrada de mercadorias.


Em 1839, após a posse de Bernardo de Sousa Franco na Presidência da Província, tratou ele de dar início ao grandioso trabalho de recuperação econômica do Pará, abalado depois da Guerra dos Cabanos. Entre as várias medidas que tomou, incluiu-se a da extinção da repartição do Ver-o-peso, a 30 de Outubro daquele ano, pois os impostos passariam a ser cobrados na Recebedoria Provincial. No mesmo decreto determinava que a antiga Casa do Ver-o-peso fosse destinada para a Ribeira do Peixe Fresco.

Com o aterramento do Piri e com o avanço da cidade sobre a baía do Guajará, a paisagem do lugar sofreu radical transformação. Uma doca foi construída, para abrigar as pequenas embarcações que vinham do interior trazendo peixes, mariscos e produtos agrícolas. Na rua 15 de Novembro, ergueram o Mercado Municipal. Depois, na ponta do Ver-o-peso, o Mercado de Ferro. Em volta deles se desenvolveu a maior feira livre da cidade, que subsiste até hoje, transformando-se em um dos pontos mais característicos de Belém e um dos maiores pontos de atração turística, apesar da falta de higiene ainda ali imperante.

Mercado de Ferro
Construído por Antônio Lemos, foi inaugurado em 1º de Dezembro de 1901, em um domingo. A autorização para essa obra veio através da Lei Municipal nº 173, de 30 de Dezembro de 1897. E a empresa La Rocque, Pinto & Cia venceu a concorrência pública.


 De acordo com os dados oficiais, o mercado de Ferro tem a forma de um duodecágono (12 lados). Com o sistema de atracação a ferro, seus pilares exteriores medem 7,90m de altura e, os interiores, 9,40m, com um travejamento geral de ferro e aço. A parte central, que forma o mercado propriamente dito, tem uma área de 1.197m². O acesso é através de 4 portas. A cobertura, de telha francesa.  Na parte do centro, 18 clarabóias retangulares, de 3m de comprimento. Vidros de cinco milímetros de espessura as revestem e facilitam a entrada da claridade solar.
Nos quatro lados do edifício, erguem-se o mesmo número de torres, cobertas de escamas de zinco vieille-montaine. O travejamento é de ferro e madeira. Na parte externa há 44 compartimentos para fins comerciais, cada um medindo 3 × 5 m.
O peso do edifício e aterro sobre as fundações das linhas externas é de 1.133.389 toneladas; sobre as linhas externas, de 1.980.940 toneladas, totalizando 3.111.329 toneladas. O peso da construção metálica é de 44.000 toneladas, ou seja, 203.728 quilos por metro quadrado.


O Mercado Municipal
Onde está edificado o Mercado Municipal, ou de carne, num passado bem remoto era a praça do Pelourinho, que dava os fundos para a baía do Guajará. Ali é que executavam os condenados à morte.
Antes da administração de Antônio Lemos, o mercado possuía apenas um pavimento. E foi ele quem, autorizado pela Lei nº 384, de 4 de Março de 1904, em seu artigo 1º, autorizou fazer mudanças naquele lugar, não apenas ampliando-o, mas também imprimindo-se um aspecto mais harmonioso com as exigências da arquitetura moderna e de estética. Em 16 de Maio do mesmo ano, essas obras tiveram início.
Hoje, o mercado é oficialmente chamado de Francisco Bolonha, o engenheiro autor de tantas belas obras em Belém, e que foi concessionário daquele estabelecimento durante 30 anos.


(História Geral de Belém e do Grão-Pará, Carlos Rocque, pág. 209)


Leia Mais: Wikipédia:
O Ver-o-Peso é um mercado situado na cidade brasileira de Belém, no estado do Pará, estando localizada no Boulevard Castilho Franca. Símbolo da cidade, é sua maior atração turística e a maior feira livre da América Latina. O mercado do ver-o-peso abastece a cidade com variados tipos de gêneros alimentícios e ervas medicinais do interior paraense, fornecidos principalmente por via fluvial. Foi candidato à uma das 7 Maravilhas do Brasil.
Localizado na área da Cidade Velha (Belém) e diretamente às margens da baía do Guajará, foi construído em 1625 no porto do Pirí, assim chamado na época. Enquanto um entreposto fiscal, seu nome faz jus às chamadas Casas do Ver-o-Peso, projetadas no Brasil, em 1614, para conferir o peso exato das mercadorias e cobrar os respectivos impostos para a coroa portuguesa. A partir de então foi popularmente denomindo lugar de Ver-o-Peso, dando origem ao nome do mercado, já que era obrigatório ver o peso das mercadorias que saiam ou chegavam à Amazônia, arrecadando-se os impostos correspondentes. No final do século XIX e XX, o local que temos hoje por Complexo sofreu uma série de modificações tanto funcionais quanto em sua paisagem se adaptando às necessidades e gostos da Belle Époque. Foi nessa época que houve aterramento da Baía do Guajará, amplicação do Mercado de Carne, construção do porto e o Mercado de Ferro.
O mercado faz parte de um complexo arquitetônico e paisagístico que compreende uma área de 35 mil metros quadrados, com uma série de construções históricas, dentre elas o Mercado de Ferro, o Mercado da Carne, a Praça do Relógio, a Doca, a Feira do Açaí, a Ladeira do Castelo e o Solar da Beira e a Praça do Pescador. O conjunto foi tombado pelo IPHAN, em 1997.


Mais:
http://www.diarioonline.com.br/noticia-193749-ruas-do-complexo-do-ver-o-peso-serao-interditadas.html
http://parahistorico.blogspot.com.br/2009/02/exploradores-e-fundacao-de-belem.html
http://artepapaxibe.wordpress.com/fotos-belem-antiga/

dezembro 22, 2011

Apinagés de Volta!

Yey!!! Recolocaram o nome original!!! Nossas origens e nossa história mais perto de nós. :D
Parabéns ao pessoal que lutou contra aquela pouca-vergonha !

dezembro 13, 2011

Índios Parkatêjê lançam livro e DVD

De: Diálogos Políticos
Foi no dia nove de dezembro que a aldeia dos Parkatêjê, em Marabá, município do Pará, comemorou o lançamento do livro e do DVD que conta a história da pequena comunidade, que já esteve ameaçada de extinção. Com muita festa e comemorações típicas da cultura local, os cerca de 350 indígenas que formam a população da tribo vibraram com o fim de um trabalho onde os próprios participaram diariamente, desde as falas até as gravações. “Isto pertence ao meu povo” é o título do livro, que teve apoio da Vale do Rio Doce. Ao todo, dois mil exemplares foram distribuídos entre a aldeia e visitantes. A obra tem 196 páginas e é o resultado de entrevistas com o cacique Krôhôkrenhum (foto abaixo), já octagenário e fundador da tibro. As entrevistas foram feitas por voluntários da própria aldeia, que antes passaram por processo de aprendizagem nas oficinas.
A filha do capitão Krôhôkrenhum, Iracema, também conhecida como Krôhôkre, participou ativamente na coleta de informações do passado sobre seu povo, e afirma ter realizado um sonho com toda a aldeia. “Participei na oficina. Nós tivemos mais um pouco de conhecimento. Hoje temos uma base de como fazer esse trabalho, como fazer um livro. A felicidade para todos nós foi grande. Foi nossa realização, um sonho realizado”, afirmou.
Foto: Gleriston Rodrigues - SRZDTodo o trabalho teve a coordenação das linguistas Leopoldina Araújo e Marília Ferreira, docentes da Universidade Federal do Pará. As oficinas finais de organização e ilustração de obras foram feitas com o designer gráfico Guilherme Kiehl Noronha. Já o filme, com cenas filmadas por membros da aldeia, chama-se “Eu não posso morrer de graça”, do cineasta Vicent Carelli. Este convive com o capitão desde a década de 60. A ONG Vídeo nas Aldeias também ajudou a tornar o sonho uma realidade.
O disgner Guilherme contou que a aldeia passou pelo aprendizado de filmagem e movimentos de câmera com o objetivo de os próprios moradores da comunidade registrarem sua história. Ele afirma que este foi o trabalho mais prazero que já fez, mesmo já tendo realizado outras atividades nessa área. O processo todo pouco mais de um ano.
“Cada publicação é como um filho. Para mim o maior desafio desse livro foi poder trazer a criação do projeto gráfico para dentro da aldeia. Era uma coisa que eu queria fazer há muitos anos”, disse.
Festa para o lançamento
O fim de semana foi de festa para os índios Parketêjê. Logo na entrada da aldeia, a faixa que estampa o orgulho: “É bonito assim nossa história sair no mundo”. Na quinta-feira, os índios faziam os preparativos para receber outras pessoas de aldeias vizinhas e visitantes da cidade. A decoração, a comida, os enfeites, tudo preparado com antecedência. O capitão, que costuma se recolher cedo, fez “hora extra” para terminar o trabalho que ainda precisava ser realizado.
Foto: Gleriston Rodrigues - SRZD
A sexta-feira foi o grande dia do lançamento. Com sorrisos para todos os lados, a aldeia celebrou a apresentação do livro e do DVD com rituais próprios. As crianças saudaram a chegada do capitão Krôhôkrenhum ao palco improvisado. Com canção no dialeto local, o jê timbira, que voluntários e mais velhos da aldeia tentam resgatar nos mais novos, os pequenos soltaram a voz. Depois, o capitão emocionado apresentou o livro para todos, onde o próprio está na capa.
Logo depois foi a vez de todos cumprimentarem o capitão. Primeiro os visitantes e em seguida os índios. A celebração também contou com a tradicional corrida de tora, onde tanto homens quanto mulheres corriam com uma grande tora de madeira. Quando um cansava, outro assumia a responsabilidade de carregar o peso. Uma dança típca e depois a refeição encerraram os festejos. 
Eu quero um! :-) Meikwy Tekjê Ri, Isto Pertence Ao Meu Povo.

novembro 16, 2011

A Revolta de Jacareacanga, Um Ensaio de Golpe Militar

A insatisfação de ala da Aeronáltica, inconformada com a posse de Juscelino Kubitschek e do vice João Goulart, motivou uma sedição que teve como palco Santarém e Jacareacanga, no Pará, em Fevereiro de 1956, episódio que ficou conhecido como Revolução de Jacareacanga, cujo líder foi o major Haroldo Veloso, posteriormente eleito deputado federal. O contragolpe deflagrado pelo general Teixeira Lott, em Novembro de 1955, garantindo a posse de Juscelino e Jango, fez com que os insatisfeitos da Marinha e da Aeronáutica aguardassem uma nova oportundade para agir.
Viam nos empossados a continuidade da política de Getúlio Vargas. O movimento de Jacareacanga falhou por falta de apoio das Forças Armadas. Ficou isolado e reprimido, repetindo-se três anos depois em Aragarças. Quase com o mesmo protagonista.

Veloso e Lameirão
Em 10 de fevereiro de 1956, o major Veloso e o capitão José Chaves Lameirão deram início para execução do plano. Ingressaram na Base dos Afonsos, no Rio de Janeiro, a fim de se apoderar de um avião AT-11, tipo caça de combate. Dominaram um oficial e arrombaram o depósito e carregaram o avião com armas e munições.

Ignorando a torre de controle, decolaram para a Serra do Cachimbo, no coração da Amazônia. Dali se transferiram para Jacareacanga, onde Veloso instalou seu quartel-general, tratando de armar os índios e seringueiros para o caso de um combate com as forças legais.

À esquerda Maj Av Paulo Victor, à direita Veloso
Aqui vou complementar com o texto de Histórias Sem Fronteiras:  "Esses militares temiam uma represália do grupo militar vitorioso no 11 de Novembro e, por essa razão, não concordavam com a permanência, no governo JK, do ministro Vasco Alves Seco na pasta da Aeronáutica. Dez dias depois do início da rebelião, os rebeldes já controlavam as localidades de Cachimbo, Belterra, Itaituba e Aragarças, além da cidade de Santarém, contando inclusive com o apoio das populações locais. Haviam recebido também a adesão de mais um oficial da Aeronáutica, o major Paulo Victor da Silva, que fora enviado de Belém para combatê-los.
Apesar de ter sido uma rebelião de pequena monta, o governo encontrou dificuldades para reprimi-la devido à reação de oficiais, sobretudo da Aeronáutica, que se recusavam a participar da repressão aos rebelados. Após 19 dias a rebelião foi afinal controlada pelas tropas legalistas, com a prisão de seu principal líder, o major Haroldo Veloso. Os outros líderes conseguiram escapar e se exilar na Bolívia. Todos os rebelados foram beneficiados pela "anistia ampla e irrestrita", concedida logo depois pelo Congresso, por solicitação do próprio presidente JK."
Catalina voa rasante e efetua disparos
sobre o acantonamento rebelde.
Cap  Av Lameirão, armado, abriga-se
atrás de uma peça de artilharia antiga e
revida o fogo.
No solo o Beechcraft 1523, dos Afonsos,
levado pelos rebelados, com armas e
munições, para Jacareacanga.
O governo tomava providências para sufocar a rebelião. Uma fortaleza voadora B-17 fazia vôos rasantes sobre Santarém na tentativa de localizar os revoltosos. Tropas federais seguiram de navio para Santarém. Em 21 de Abril ocorreu um ligeiro combate no aeroporto da cidade, entre dois catalinas e os revoltosos, que usavam armas leves. Eles ficaram preocupados com a falta de apoio das Forças Armadas e com a suposta aproximação do navio Presidente Vargas, levando mais forças federais.
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Lobo D'Almada

Os revoltos preferiram voltar para Jacareacanga, mas o "Presidente Vargas" só chegou três dias depois. O outro navio era o "Lobo D'Almada", levando apenas passageiros.
Veloso foi preso dias depois e anistiado (desculpado) em seguida, junto com seus companheiros, pelo presidente JK. Ao ser apresentado ao comandante da 1ª Zona Aérea, brigadeiro Antônio Alves Cabral, que se encontrava no campo de operações, este ter-lhe-ia dado uma reprimenda, amargurado com o ato do amigo.

Elias Pinto
O major Veloso, contudo, acabaria morrendo por causa de Santarém, mas em outra circunstância política, ao intervir numa explosão de divergências locais, quando era deputado federal. Na época, era prefeito da cidade Elias Pinto, eleito pelo MDB. A bancada da Arena quis cassar-lhe o mandato, alegando irregularidades administrativas. Veloso era deputado federal pela Arena e passou a apoiar Elias Pinto e foi a Santarém, no auge da crise, para garantir a permanência do prefeito no cargo. Em choque com a Polícia, Veloso foi mortalmente ferido, vindo a morrer dias depois, no Rio de Janeiro.

(Livro História Geral de Belém e do Grão Pará - Carlos Rocque, pág. 174 e fotos de http://dc392.4shared.com/doc/6vGAd-jy/preview.html)
Clique para ampliar
 E MAIS: http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/JK/biografias/haroldo_veloso

Haroldo Veloso
"Haroldo Coimbra Veloso nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 4 de julho de 1920, filho de Paulo Veloso e Diva Coimbra Veloso. Sentou praça em abril de 1939, ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio. Fez o curso de engenharia aérea e em abril de 1951 foi promovido a major-aviador.
Após o suicídio de Getúlio Vargas, delineou-se o quadro sucessório com a indicação, pelo Partido Social Democrático (PSD), da candidatura do então governador de Minas Gerais, Juscelino Kubitschek. Logo em seguida estabeleceu-se a aliança entre o PSD e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), sendo João Goulart indicado candidato à vice-presidência. Essa aliança fez recrudescer a oposição da União Democrática Nacional (UDN) e levou alguns chefes militares a se manifestarem contra a candidatura de Goulart, acusado de esquerdista. Ao mesmo tempo, o setor mais radical da UDN pregava um golpe de Estado para impedir as eleições que, todavia, foram realizadas em outubro de 1955, dando a vitória a Juscelino Kubitschek e João Goulart.
Jango

Em 9 de novembro seguinte, com o afastamento do presidente Café Filho o governo foi assumido por Carlos Luz, que havia sido contrário à candidatura de Juscelino. No dia 11 o general Henrique Teixeira Lott liderou um movimento militar que provocou o impedimento de Carlos Luz – acusado de aderir a uma conspiração em preparo no âmbito do governo para impedir a posse dos eleitos – empossando na chefia da nação o vice-presidente do Senado, Nereu Ramos. Ficou assim garantida a posse de Juscelino e Goulart, que ocorreu em 31 de janeiro de 1956, apesar dos protestos da UDN e do descontentamento de alguns segmentos das forças armadas. 
Lott
JK
Haroldo Veloso representava um setor da Aeronáutica descontente com o regime desde a primeira derrota do brigadeiro Eduardo Gomes em 1945, e sensível às pregações udenistas. Assim, em 1956 liderou a Revolta de Jacareacanga, lugarejo situado no município de Itaituba (PA), próximo à fronteira com o Amazonas e a 300km de Manaus. O levante, de oposição à corrente militar que patrocinou o Movimento do 11 de Novembro de 1955, visava destituir o presidente e o vice-presidente recém-empossados.

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Devido à sua participação neste movimento, Veloso foi preso e conduzido a Santarém, onde ficou detido a bordo do navio Getúlio Vargas. Levado para Belém, respondeu a inquérito policial-militar enquanto permanecia preso no Parque da Aeronáutica. No dia seguinte à sua prisão, 1º de março de 1956, Juscelino Kubitschek enviou ao Congresso o anteprojeto de lei que concedia anistia geral a todos os que tivessem conspirado contra o governo desde 10 de novembro de 1955.
No final do governo Kubitschek, já articulada a sucessão presidencial,
J. Quadros
Brizola
Jânio Quadros apresentava-se como o único candidato capaz de derrotar a coligação entre o PSD e o PTB, que se achava no poder. Apesar de apartidário, Jânio Quadros contava com o apoio da UDN e dos setores militares descontentes com o rumo político assumido pelo governo Kubitschek, inclusive o setor da Aeronáutica que participara da Revolta de Jacareacanga.
Em 25 de novembro de 1959, a renúncia de Jânio como candidato às eleições presidenciais de 1960 e a suspeita de uma conspiração de esquerda que seria liderada por Leonel Brizola geraram outra crise militar — a Revolta de Aragarças. Haroldo Veloso participou também desse movimento liderado por João Paulo Burnier.
Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que destituiu o presidente João Goulart, Veloso requereu sua entrada para a reserva remunerada como brigadeiro. Com a edição do Ato Institucional nº 2 em 1965 e a posterior instauração do bipartidarismo, Veloso filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), de orientação governista. No pleito de novembro de 1966, elegeu-se deputado federal pelo Pará na legenda da Arena. Ocupou uma cadeira na Câmara em fevereiro de 1967.
Ao longo de seu mandato, denunciou a existência de aeroportos clandestinos na Amazônia, que serviam a empresas estrangeiras. Foi casado com Maria de Lurdes Leal Veloso. Faleceu no Rio de Janeiro em 22 de outubro de 1969."

Santarém
Jacareacanga







De: http://www.google.com.br/search?q=%C3%ADndios+de+Jacareacanga&ie=utf-8&oe=utf-8&aq=t&rls=org.mozilla:pt-BR:official&client=firefox-a

 Jacareacanga
Pará - PA
Histórico
De acordo com a bibliografia, o nome Jacareacanga foi dado índios que habitavam a região, ao observarem do alto de uma elevação próxima a antiga vila, que a mesma possuía uma forma que lembrava um jacaré, tendo em seu dorso uma saliência semelhante a uma “canga”.
A sua história se confunde com a da cidade de Itaituba e da conquista do rio Tapajós, apresentando destaque especial a partir da década de 50 (Cinqüenta) quando o então Presidente da República, Getúlio Vargas, estabeleceu uma estratégia de ocupação da região, chamada de “marcha para o oeste”, que visava acima de tudo, consolidar a soberania nacional.
No fim da década de 50 (Cinqüenta) um fato marcou profundamente a região, foi o início da garimpagem de ouro, provocando um forte movimento migratório, gerando uma ocupação desordenada e o estabelecimento de uma dependência econômica, vigente até os dias atuais.
A emancipação política do município de Jacareacanga, até parte do município de Itaituba, foi o resultado da mobilização dos moradores, iniciada no final da década de 80 (oitenta) quando foi criada a Comissão Pró-Emancipação Política do Distrito Municipal de Jacareacanga, cuja presidência coube ao Sr. Sebastião Lopes Pimenta. O pedido de emancipação foi ecaminhado à Assembléia Legislativa do Estado do Pará, pelo então Deputado Estadual Vilson João Shuber, que fez acompanhar da representação, a ata de criação da Comissão já citada além de um abaixoassinado com 150 (Cento e Cinqüenta) assinantes.

-Gentílico: jacareacanguenses
-Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Jacareacanga. Pela lei estadual nº 2460, de 29-12-1961, subordinado ao município de Itaituba.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o distrito figura no município de Itaituba.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-I-1979.
Elevado à categoria de município com a denominação de Jacareacanga, pela lei estadual nº
5691, de 13-12-1991, desmembrado de Itaituba. Sede no antigo distrito de Jacareacanga.
Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1993. Em divisão territorial datada de 1-VII-1995, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-VII-1991.
Pela lei nº , é criado o distrito de Porto Rico anexado ao município de Jacareacanga.
Em divisão territorial datada de 2001, o município constituído de 2 distritos: Jacareacanga e
Porto Rico. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

=GOSTARIA DE TER ESTUDADO SOBRE ISTO NA ESCOLA=
Perdi o fôlego quando encontrei todas estas fotos da Revolta!
Também gostaria de entender mais sobre o que acontece em Jacareacanga  hoje. A gente tem que pesquisar bastante...

novembro 13, 2011

Que saudade de Abaeté!

 
Hoje também vê-se muitas motos nas ruas.                        Algumas pessoas falam "lonjura", 
 E, infelizmente, há o narcotráfico.                                       "fundura", "friagem" xD.

Na legenda está Ubatuba, mas é ABAETETUBA!!!
Antônia (tia Tapuia)

Ia com a vovó lá na "beira" comprar frutas. Vovó ia a pé e voltava com o cesto cheio. Lembro bem do cheiro do paneiro e dos barbantes de juta e malva. Quando íamos limpar o quintal, corríamos atrás das galinhas com os paneiros, para elas não bagunçarem os montinhos de folhas secas. Gostava de ver o vento mexendo e de ouvir o barulho das folhas dos açaizeiros e coqueiros de trás de casa. Ia na bagageira da biscicleta do meu tio para as escolas INSA e E.M.E.F. Joaquim Mendes Contente.
Do Mendes tenho orgulho de dizer que fui aluna, porque tive as melhores professoras e a melhor diretora e funcionários, incluindo o senhor porteiro e lembro da senhora que tocava o sininho do recreio. A escola era simples, mas a diretora Carmem Lúcia sempre corria atrás dos recursos. A exemplo disso, foi o primeiro colégio de Abaetetuba a ter bebedouro com água gelada e filtrada! Ela também conseguiu panelões para a cozinha (merenda) com o Banco do Brasil. Tínhamos aulas de computação, além de turma especial para deficientes auditivos e de uma biblioteca repleta de livros maravilhosos! Também vi a reforma da entrada que está para a rua principal. Achei muito legal os "lápis-de-cores"! :D
Ficou "corrida", mas é o Mendes Contente antes da reforma.
Quando vovó era pequena (anos 30), morava no rio Maracapucu. Ela ia por uma trilha para dentro da ilha. Apanhava açaí, sangrava seringueira e deixava escorrer num baldinho, pegava banana, colhia miriti (buriti). Fazia "tapagem" para pegar camarão. Também estudou numa escolinha na beira do rio. Ela gostava de poesias.
Na casa dela, defumava borracha, fazia suco de miriti, açaí, preparava o peixe conseguido no dia... Sabia sobre todos os tipos de ervas. Também colhia andiroba, sementes de ucuúba para fazer sabão (óleo) e tudo o que podia para levar de canoa, passando por "furos" para vender numa taberna/pequeno armazém do senhor Zé Joaquim que comprava e vendia de tudo das pessoas da região.
A escola atualmente
Vovó também disse que se voltasse no lugar onde morava, ela não iria aguentar vê-lo sem nada ou completamente diferente, sem os engenhos e as pessoas queridas.

 Encontrei o link do blog do Mendes!!! (*¬*) Eu vou choraaaaaar! A escola está tão linda!!!
http://joaquimmendes.blogspot.com
Convite do meu ABC de 1997

Eu amo Abaeté!
Cantávamos com a professora Natil: 
♫"A formiguinha corta a folha e carrega...
 Quando uma deixa,
A outra leva.
Ô que mistério glorioso:
Uma formiguinha ensinando o preguiçoso!
Deus não quer preguiçoso em Sua obra
Deus não quer preguiçoso em Sua obra
Porque se não... (três palminhas) o tempo sobra!
Porque se não... (três palminhas) o tempo sobra!"♫
Valeu Governo! INVESTIR NAS ESCOLAS: esse é o caminho!
Tá bom! Eu já tô chorando aqui!
Sei que isso é obrigação do Governo, mas quando eu estiver estável, vou investir como louca nas escolas do Pará! Quem puder, faça o mesmo. #Compromisso


Brasão de Belém nos ônibus.

Em breve vou falar do brasão de Marabá e de Dom Eliseu. Também vou tentar achar outros brasões do Pará.
Talvez os senhores já devem ter reparado nos ônibus o nosso brasão. Só um pequeno detalhe lhes falta: as frases em latim. Por que será que apagaram? Tem um significado tão lindo!
E há alguns meses eu estava intrigada com o significado dessas frases.
Tentei traduzir no Google Tradutor, mas ficou pior do que traduzir japonês! ( T_T )/


Mas, por sorte, me deparei hoje COMO ESSE CARA AÍ com um dos livros mais legais da História do Pará!
De Carlos Rocque: História Geral de Belém e do Grão-Pará:

O Escudo de Belém


O símbolo que representa a cidade de Belém foi elaborado por Bento Maciel Parente, 7º capitão-mor do Pará, com a assistência de Aires de Souza Chicorro, Pedro Teixeira e Francisco Baião de Abreu. Segundo a descrição do Frei Cristovão de Lisboa (Razão das Coisas do Estado do Maranhão), o brasão foi dividido em quatro partes, "tendo no primeiro dois braços apresentando cestas com flores, e com frutas o segundo e por baixo uma faixa com a legenda - Ver Est Aeternum - Tutius Latent - (Segundo Wikipédia: "Eterna Primavera/Escondida é mais segura"), alusivos ao rio Amazonas, onde tudo é verdura e maravilha, ao Tocantins pela sua posição escondida às vistas dos exploradores.


Na parte do pontal inferior vê-se pintado um castelo de prata fazendo crer o fundador, com colar de pérolas, distintivo de nobreza por sobre a porta principal, da qual pendem as quinas portuguesas com cinco castelos de ouro em escudo azul, para dizer que Francisco Caldeira de Castelo Branco provinha de família nobre, e do castelo saindo uma estrada que mostra o caminho que devem seguir todos os sucessores de Caldeira, isto é, o da obediência aos maiores.

No segundo superior há um sol poente em campo de prata, e a combinação dos esmaltes aí não peca pela heráldica, visto com muitas famílias nobres da França, Espanha e Portugal a têm. Este sol poente diz a hora que Francisco Caldeira lançou fundo no local próximo a que escolhera para dar fundamento à sua conquista, e tem por baixo uma faixa com dístico: Rectior cum Retrogradus - para dizer que aguardou a aurora do dia seguinte como foi sempre costume dos conquistadores portugueses para fazer o seu desembarque. Isto é, mais prudente (fazer o desembarque) quando voltado (ao seu caminho ordinário, seguir a tradição).


"A derradeira parte do brasão faz ver um prado, onde pastam uma mula e um boi, que então, espantados, olham para o céu, tendo ao lado os dizeres Nequaquam Mínima Est, significando o nome da cidade da Belém da Judéia, que Francisco Caldeira escolhera para o da capital de sua conquista, e da qual dissera o Profeta que não seria a menor de todas.
A posição em que se acham os animais quer revelar o viço dos campos e a indústria que podem ali tão perfeitamente se combinar, e ainda a surpresa dos selvagens, ao verem desembarcar os europeus tão semelhantes aos seus".

O Escudo de Belém - um dos mais antigos das cidades brasileiras -, data de 1625. Todavia, somente em 1825 foi que Barão de Bagé, Paulo José da Silva Gama - de acordo com Ernesto Cruz (História do Pará, 2º Vol., pág. 576) -, visitando a biblioteca de um colecionador de raridades, em Braga (Portugal), teve em mãos o aludido livro de frei Cristovão de Lisboa, onde havia a descrição do Brasão de Armas.
O Barão de Bagé, presidente da Província do Pará, de Abril de 1827 a Julho de 1830, trouxe os planos de reprodução do escudo. Muito mais tarde, o pintor Maurice Bleise transportou-o para a tela, integrando atualmente, o acervo do Museu de Arte de Belém.
 Vê-se uma certa diferença entre estes desenhos. Acho o que mostra o céu azul nas partes inferiores mais bonito e imponente.


Nos brasões que estão nos ônibus faltam as frases, o campo verdejante e também o colar de pérolas no castelo de prata de Castelo Branco, além do que, os cestos parecem menos fartos. 


Obs.: Adoraria ter aprendido mais da história do Pará na escola: toda a sua linha cronológica. A gente cresce meio "dââ", sem saber direito de onde veio, p'ra onde vai. Se eu pudesse, tiraria um pouco da história em excesso do mundo, excessos de Brasil e Sudeste (a gente não vive no Sudeste!), do primário ou do colegial, e incluiria, nos conteúdos programáticos obrigatórios, a história do Pará, aulas de Latim e as línguas indígenas do Pará. O problema é que nem aprendemos Português direito... e a desculpa é sempre a mesma: "ah! Mas a escola pública é ruim...". Pode ser, mas Marcos Cesar Pontes, o astronauta, provou que basta o aluno querer aprender: estudou toda a vida em escola pública.
Enfim... eu adoraria.

AMEM E VALORIZEM O QUE É NOSSO.

 O Brasão do Pará

O Brasão ou Escudo de Armas do Estado do Pará foi criado em 9 de novembro de 1903, pela lei estadual de nº 912, que estipulou a criação de um Brasão (ou Escudo) de Armas para o Estado.
Os seus autores são: José Castro Figueiredo (arquiteto) e Henrique Santa Rosa (Historiador e Geógrafo).

Simbolismo


  • O mote: Sub lege progrediamur, latim para "Sob a lei progredimos".
  • A estrela solitária: faz menção ao Pará como unidade da República Federativa do Brasil – à época da proclamação da República, única unidade federativa cuja capital situava-se acima da linha do Equador, fato esse representado na bandeira nacional por Espiga/Spica, figurada acima da linha do azimute.
  • As cores: vermelho faz menção à República e ao sangue derramado dos paraenses nas diversas lutas em defesa pela soberania da pátria.
  • A banda: branco faz menção à linha imaginária do Equador, que corta o estado ao Norte.
  • Os ramos: de cacaueiro e seringueira, fazem menção às principais produções agrícolas à época.
  • A águia: guianense faz menção à altivez, nobreza e realeza do povo do Estado.