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By Ferramentas Blog
Mostrando postagens com marcador Divisão do Pará. Mostrar todas as postagens
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dezembro 12, 2011

O que fazer daqui para frente?

 Pois é, ontem foi um dia histórico e relembraremos, em 2012, nos dias 4 e 11 de Dezembro, a Luta Contra a Divisão do Estado.
Então, o Pará não será divido. O que é bom, pois já sabemos que são todos interesses de políticos de outros estados, que usaram da natural insatisfação das populações mais distantes da capital, para tentarem conseguir o que queriam. E já fizeram isso em quase todo o território. Vi ainda a pouco, no Bom Dia Brasil, que o Carajás, que teria 39 cidades, teria o tamanho do Rio Grande do Sul, que tem mais de 400 cidades!
Estão entendendo agora a jogada? Eles não estavam nem aí pra gente. Era só para se gastar mais com a política. No RS, chegou-se a criar duas cidades: uma de cada lado da rua! É só para inchar a máquina adiministrativa e ferrar o povo.
Além do que, parece que toda a dívida da divisão ia ficar para o Pará remanescente, porque, novos estados não podem nascer individados. Imagina! Umas 5 milhões de pessoas, com pouca riqueza, comprando energia, recebendo menos da União e ainda pagando 4 bilhões para criar ainda mais coisas das quais todos já temos! Absurdo! Iria falir o Pará remanescente e, como consequencia, Tapajós e Carajás nunca teriam máquina adiministrativa. E se tivessem, iriam ter de tirar do seu próprio repasse do FPE. Só que, se o Pará grande, recebe 2,4 bilhões (Lei complementar de 1989), com certeza todo mundo receberia menos.

Agora me diz como iria ficar tudo de pé com:
1- dívida de 4 bilhões + "HERANÇA MALDITA" (segundo Eduardo J.M. Costa)
2- Tapajós ainda comprando energia por ainda não ter Belo Monte e Pará por não ter nenhuma fonte.
3- todos recebendo só cerca de 800 milhões do FPE (se dividido por igual, o que jamais aconteceria!).
4- sem a ajuda da União (Constituição de 1988, art. 234).
5- Parazinho quebrado! E pessoas fugindo para outros estados por não querer pagar a dívida.
6- roubalheira!

E, se a dívida ficasse só para os novos, também não daria:
1-Antes de vir tudo o que a população está precisando, teriam que pagar por toda sua máquina adiministrativa: 2 bilhões para cada estado.
2- O dinheiro do povo (1 milhão de pessoas em cada estado) e mais o dinheiro do repasse do FPE (menos de 800 milhões), teriam que ser gastos para construir cargos e manter mais políticos (uns 750 milhões por ano!)
3- Pará e Tapajós teriam que comprar energia de Carajás.
4- 5 milhões de pessoas no Pará ficariam mais pobres!
NÃO DÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!

Só chegou até o ponto de plebiscito porque eles estavam fazendo a "maior onda" para que só uma pequena parte participasse, e só eles fizeram o traçado e só eles votaram no traçado. Mas a Justiça determinou que TODOS do Pará teriam que votar, pois seria inconstitucional e furaria um montão de leis e ia dar na 2ª Revolta Cabana!!! NOS DERAM ATÉ TAPAS NA CARA, VELHO!
Fiquem de olho nesses caras!
Dá até vontade de falar palavrão aqui! Dividir só iria empobrecer todo mundo! PESSOAL DE TODO O PARÁ, SERÁ QUE DÁ PRA ENTENDER QUE DIVIDIR NÃO DÁ! Há um conjunto de leis que não deixam mais uma divisão sair barata! Quem mais votou no 77 não entendeu toda a jogada por trás. E ainda vem o deputado federal Giovanni Queiroz (PDT), o autor do projeto de lei que deu origem ao plebiscito, dizer: "O Pará já estava dividido em três regiões. Mas hoje politicamente está absolutamente rachado. O governador [Simão Jatene, PSDB], que era apenas para ser um magistrado, entrou de cabeça na campanha. Ele não tem mais como ser acompanhado por ninguém aqui no sul. Ele vá procurar na terra dele, porque aqui ele não terá mais". Pô, cara, independente do que o governador acha e, SE EU ENTENDI BEM O RESULTADO DE HOJE, o que a MAIORIA decidiu foi: O PARÁ NÃO SE DIVIDIU! A GALERA NÃO QUER DIVISÃO E CHEGA DE POLITICAGEM DE MEIA TIGELA! E esse deputado considera essa região como se fosse só dele!? ELE NEM É PARAENSE!!!

A GENTE NÃO TÁ LUTANDO CONTRA NÓS MESMOS, MAS SIM CONTRA ESSES POLÍTICOS INTERESSEIROS QUE ESTÃO LOUCOS PARA METER A MÃO NAS COISAS DO POVO: SE REELEGEREM POR LÁ, E, JÁ QUE A FISCALIZAÇÃO É FRACA, MANDAR E DESMANDAR, METER A MÃO NOS REPASSES E, ALÉM DO QUE, TODOS ELES SÃO LATIFUNDIÁRIOS. É ISTO QUE OS POLÍTICOS FAZEM EM TODO O PAÍS!
MAS QUEM NASCE NESTE PEDAÇO DE CHÃO CHAMADO PARÁ É PARAENSE E ACABOU!

E eles (políticos), já estão tramando um plebiscito para o ano que vem! QUE MERDA! CHEGA!
SE O DESENVOLVIMENTO NÃO CHEGA BEM NESSAS REGIÕES, É PORQUE AINDA VAI CHEGAR! ATÉ EM ABAETETUBA SENTÍAMOS FALTA DE POLÍTICAS BOAS, MAS HOJE JÁ SE VÊ QUE MUDOU BASTANTE.

Agora veja se a divisão mudou muita coisa em Tocantins e Mato Grosso do Sul:

Enfim, para o Tapajós, muitas pessoas ontem comentaram que votariam "sim". Porque lá realmente é jogo duro. Já para Carajás, a galera já conhece a má fama da Vale, além do que, nessa região, há muita gente de outros estados, que provavelmente não estariam preocupados com o destino do resto das pessoas, por isso, votariam "não".
Sem contar a galera que não votou, o "não" alcançou cerca de o dobro do "sim". Inclusive, segundo os dados apresentados pela Rádio Clube, uns 30%, das pessoas nas regiões onde seriam os novos estados, também votaram no "não".

Estes devem ser os temas do momento. Então, não duvide em conversar com sua família quando estiverem tomando açaí.
Pois bem, agora que os políticos já foram eliminados, como o governador disse: o que se fará depois da não-divisão?
Sei o que se passa na cabeça de quem votou no "sim": "lembrem de mim, que sou cidadão e dos meus filhos!". Por trás da pilantragem pudemos ouvir seus gritos. Portanto, como chegaremos até eles?
Spica, α-Virgem,
significa Perfeição

Primeiro de tudo, precisamos de dinheiro. O governador falou que precisamos de dinheiro. Bem, creio que isso nós temos, só precisamos nos organizar. Reduzir gastos terciários e focar no primordial, sem esquecer das partes já desenvolvidas, para que não haja desequilíbrio. Uma família, por exemplo, economiza vários meses para que possa viajar para outros lugares, mas não deve chegar ao ponto de exagero, porque assim não há conforto na vida. Da mesma forma, o desenvolvimento das outras regiões pode levar alguns anos para se concretizar, mas não se deve esquecer das regiões já desenvolvidas. Assim, com ordem, poderemos "descolar" o dinheiro necessário. O único problema, é que atravessaremos várias eleições. A cada novo político, novas idéias (ou velhas ¬¬). Mas, felizmente, podemos pedir ajuda da União e de empresas privadas, para ajudar a chegar nas metas.

Outra coisa que muita gente sugeriu foi integração. É um ótimo ponto de partida! Nosso estado tem 144 cidades e cobre uma área semelhante a de vários países da Europa. E lá, eles vão para seus trabalhos, em outros países, de trêm, metrô e avião todos os dias. Também, depois do terremoto de Sendai, a primeira coisa que o governo Japonês fez foi reconstruir todas as estradas para se chegar todo o necessário à região.

Desenho imaginário das ferrovias.
Somente as vermelhas já seriam ideais.

Já que, no Pará, rodovias nunca deram certo por mais de 1 mês e, sendo um estado com o 13º maior PIB do Brasil, poderia começar com ferrovias entre, por exemplo, Belém-Santarém, Santarém-Marabá, Marabá-Belém. Fazendo paradas em outras cidades do caminho. E entre estas cidades principais e outras do Pará, como: Belém-Viseu, Belém-Chaves, Satarém-Tiriós, Santarém-Novo Progresso, Marabá-Santana do Araguaia, Marabá-Parauapebas (muito embora já exista a estrada de ferro de Carajás).
Para se implantar um trem de alta velocidade CONVENCIONAL, seria cerca de 2/3 do preço do que querem colocar entre Sampa e Rio. Seria, em média, 28 bilhões uma linha (sem contar manutenção)... ainda um pouco inviável, mas possível, necessário e durável. Também estou sem muitas fontes, mas uma maria-fumaça não seria tão bom porque viaja a uns 20 km/h e temos muito chão a percorrer. O Pará é enorme.
Mapa de rotas de Sinnoh, DS
Facilitaria muito a chegada de recursos, médicos, professores, produtos e turistas. Não é que não chega, mas eu, por exemplo, uma simples estudante que quer, mas não tem como, poderia conhecer todo o Pará em pouco tempo. Assim como os estudantes de Alcanena, por exemplo, poderiam fazer o mesmo.
O segredo é jogar fora aquela imagem de Pará: NE rico e Sudoeste e Oeste "pobre". Seria bem melhor vermos o Pará como um território dos jogos do Pokémon, só que da vida real. Onde a Liga Pokémon, de cada um, fica do outro lado do território. Só por favor! Não vão sair por aí treinando capivara e boto como pokémon! xD

 Além de ferrovias, poderiam baixar o preço das passagens regionais de avião com o apoio do governo em "compras em grupo", ou seja, a passagem é mais barata, mas o avião vai cheio, assim, cobre-se a perda e ainda se lucra mais. Incentivando a galera a ir conhecer o interior, ao invés de ir para outros estados. Aeroportos e aviões não faltam!

Depois de se ter as veias, só falta o sangue e os nutrientes. Belém tá repleta de pessoas formadas, mas elas não vão para o interior porque é distante e tem as famílias e tal.
Bem, se tivermos como ir mais rápido, não será mais tão distante. E assim poderão voltar todo o fim-de-semana ou todo o dia. Assim também, quem morar no interior, poderá vir trabalhar e estudar e voltar para casa.

Hidrovias, nós já usamos, mas não para viajar pra valer. O problema é que os transportes podem ser lentos, a menos que sejam verdadeiras "voadeiras" grandes (lanchas xD). Mas também podem haver piratas... mas... sendo lancha... ela passa voando como o Yamato e os piratas ficam "no vácuo" xD.
Mas também pode nos limitar um pouco, já que, depois do presidente JK, as cidades foram aparecendo no decorrer das rodovias.

Poderíamos combinar todos estes meios da forma mais eficaz e barata. Porque, precisamos desenvolver mais essas regiões. ELES SÃO CIDADÃOS E TÊM DIREITO A ISSO!

Beto Barbosa não mora aqui há 25 anos! Nem sabia que ele era daqui! Nem nos sobe nem nos desce. Se a família dele quiser ir embora, que vá. Isso é traição com o pessoal do Pará! Se ele chegou onde chegou é porque o pessoal gostou e comprou a música dele, porque nossa cultura também tem lambada. E ele ainda acha que o Pará é como há 25 anos atrás. Aff! CRITICAR É FÁCIL, NÉ? VEM CÁ AJUDAR A DESENVOLVER O PARÁ ENTÃO! DUVIDO VOCÊ DOAR 1 CENTAVO! NÃO VEM AQUI HÁ 20 ANOS! SENTIMOS MAIS FALTA DA JOELMA, PORQUE ELA SEMPRE FALA BEM DA GENTE POR AÍ.
SABE PORQUÊ O PARÁ TEM ANDADO PARA FRENTE? PORQUE OS MAIS POBRES TEM CHEGADO NO PODER! JUIZES QUE NÃO TÊM NADA COM A ELITE TEM AJUDADO A DESENVOLVER O NOSSO ESTADO!
POR QUE VOCÊ NÃO FICA TAMBÉM E TENTA AJUDAR SE CANDIDATANDO A GOVERNADOR PARA TIRAR OS RIBEIRINHOS DA POBREZA? MINHA AVÓ TAMBÉM ERA RIBEIRINHA POBREZINHA. MAS HOJE, MINHA FAMÍLIA SONHA EM AJUDAR NOSSO ESTADO A CRESCER, E NÃO A FUGIR DELE!

Leia mais sobre a divisão:  http://nacuiadoacai.blogspot.com/search/label/Divisão do Pará?updated-max=2011-11-25T21:49:00-03:00&max-results=20

dezembro 08, 2011

Seguindo Nossa Estrela

Ao invés de dividir e deixar o nosso futuro a mercê de políticos estrangeiros e enormes dívidas, não seria muito melhor procurarmos, assim como os reis magos, nosso caminho, todos juntos, seguindo a linda e brilhante estrela que representa nosso estado neste mês que carrega uma data tão especial?

Ora, sabemos que nossa linda estrela se chama Spica, ou Espiga. Ela faz parte da constelação de Virgem. Na astrologia, Virgem significa perfeição, detalhismo e concretização. Spica é sua estrela principal e a 15ª mais brilhante do céu.

Todos os dias, durante este mês, a constelação de Virgem estará, às 00:00, bem no horizonte, a Leste. E, é claro, brilhará sobre nosso estado todas as noites neste mês de importante decisão.

PARÁ, SUB LEGE PROGREDIAMUR.

novembro 28, 2011

Mensagem Oficial do Governador Simão Jatene Sobre a Divisão do Estado do Pará

Minhas amigas e meus amigos.

O Pará vive o maior desafio da sua história recente. No plebiscito do próximo dia 11 de dezembro, cada paraense, cada homem e cada mulher, terá a responsabilidade de dizer se quer o Pará unido ou dividido em três pedaços.

Como todo paraense, também estou preocupado com a votação, mas como governador tenho a obrigação, a responsabilidade, de estar particularmente atento ao que ocorrerá no dia seguinte ao plebiscito. Quais as consequências reais e os desdobramentos dessa disputa.

Todos sabemos que a questão da divisão do nosso Estado não é coisa nova, à semelhança de vários projetos de divisão territorial existentes no Congresso Nacional, envolvendo estados de grandes e pequenas extensões, como Minas Gerais e Piauí, estados muito ricos e muito pobres, como São Paulo e Maranhão, entre outros. Entretanto, não se pode negar que, até o ano passado, esse assunto, em maior ou menor intensidade, se constituía discurso de alguns políticos nas suas campanhas eleitorais e se esgotava no pós-eleição; portanto, com consequências bem diferentes do que pode ocorrer agora, quando ameaça virar elemento de conflito entre irmãos.

Paraenses, ainda que eu deseje o contrário, tudo leva a crer que, seja qual for o resultado do plebiscito, o dia seguinte será marcado por mágoas, ressentimentos e desconfianças que podem se tornar duradouras, considerando que, diferentemente das eleições regulares que se renovam a cada quatro anos, o plebiscito terá caráter muito mais efetivo e permanente.

E aí cabe perguntar: quem vai cuidar das feridas? E dos ressentimentos? Como evitar que eles se enraízem nos corações e mentes da nossa gente?

A insegurança é maior quando sabemos que o projeto de divisão em pauta não foi fruto de qualquer estudo prévio que procurasse definir o perfil de cada novo Estado. Quais os municípios que deveriam integrar esse ou aquele Estado para que se tivesse um melhor equilíbrio econômico, social e político, para que o povo fosse efetivamente beneficiado. Não, a população em todo esse processo, lamentavelmente, não teve seus interesses considerados. Foi apenas 'um detalhe'. 'Detalhe' que, agora, tem a responsabilidade de decidir diante de um 'prato feito', sem poder mudar mais nada.

Até que seja provado o contrário, os parcos estudos existentes não fundamentam uma proposta de divisão, quando muito tentam justificar, ou não, uma divisão baseada num elevado grau de aleatoriedade e subjetividade. E é neste cenário que, como governador, tenho que mediar interesses para que os problemas não se agravem.

Se o 'não' for vitorioso, teremos que buscar, todos juntos, cada vez mais, aproximar as regiões e fortalecer o que nos une, implantando novas formas de gestão territorial. Por outro lado, se for o contrário, entre o plebiscito e a implantação de um novo Estado, como ficará a governança do todo que na prática ainda se manterá unido? Quanto tempo levará a efetiva implantação do novo Estado, uma vez que para tal tem que ser ouvida a Assembleia Legislativa, o Congresso Nacional e até a Presidência da República?

Amigas e amigos, o governador, independentemente da sua vontade, tem a responsabilidade constitucional e institucional e o dever ético de conduzir essa questão tão delicada, alertando e tratando das rugas, buscando evitar que as cicatrizes se eternizem.

Os estados até hoje criados o foram em condições bem diferentes das atuais, não colocando em confronto as pessoas, não onerando ainda mais as populações locais e, nesse sentido, nos ajudam muito pouco sobre a experiência do dia seguinte que terá que ser vivida por nós, em certo sentido cobaias de um processo novo e diferente.

Por tudo isso, é preciso ter cuidado ao tratar dessa questão. A ética da responsabilidade me impõe deveres dos quais não posso me afastar. Entretanto, se a responsabilidade me aconselha isenção, do mesmo modo, até por amor à nossa gente, me exige que alerte a todos sobre alguns riscos.

Sempre digo que o voto é tanto mais expressão democrática quanto mais as pessoas souberem sobre o que estão votando; caso contrário, ele pode se transformar no simples aval popular para interesses de alguns, chancela da vontade de grupos específicos.

Assim, não posso deixar de registrar a minha preocupação diante dos rumos da campanha, particularmente na televisão, onde salta aos olhos que o 'vale tudo' está em marcha. Falo, exemplificando, do esforço de tentarem destruir a autoestima do paraense e mostrar, como alternativa, que a simples divisão, automaticamente, trará ganhos financeiros aos três estados.

Ora, com todo o respeito que possa ter pelos que fazem tal afirmação, ela não tem qualquer fundamento técnico, como pretendem seus defensores. Pelo contrário. Se quanto à elevação das despesas a criação de novos estados não deixa dúvidas, quanto às receitas, pelo menos atualmente, qualquer prognóstico se faz sob enorme incerteza. Especialmente nesse momento que as transferências federais, e em especial os critérios de distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE), até por decisão judicial, devem ser reformulados até o final de 2012.

Minhas amigas e meus amigos, eu nunca vi alguém de Belém dizendo que não gosta dos irmãos de Santarém; do mesmo modo, jamais vi alguém de Santarém dizendo que odiava o povo de Marabá. Não, felizmente isso não faz parte da nossa história.

Temos dificuldades, sim, mas quem não as tem? Historicamente, fomos usurpados de nossas riquezas sem que parte da classe política fosse capaz de se unir na defesa das mesmas. Por que jamais nos mobilizamos, efetivamente, para fazer com que a República compensasse o nosso Estado pela fantástica contribuição que sempre deu, e continua dando, para o desenvolvimento brasileiro? Quem tiver boas propostas que as apresente, mas não posso aceitar que, na tentativa de impor seus interesses, qualquer grupo fantasie a realidade e recorra a meias-verdades, levando a nossa população, sobretudo a mais simples, independente da região em que vive, a equívoco e frustração. Não posso aceitar que a luta pela divisão do território se transforme em divisão do nosso povo.

A Europa está cheia de exemplos em que as lutas religiosas, étnicas, deixaram feridas que não cicatrizam. Não podemos permitir que isso aconteça conosco. O Pará não merece isso. A nossa gente não merece.

No peito de cada paraense, esteja ele em Belém, Santarém, Marabá, Altamira, São Felix do Xingu, Chaves, ou em qualquer lugar, bate um coração generoso e vencedor, sempre aberto e disponível a ajudar a todos, até com as nossas riquezas e belezas. Por isso, basta que nos determinemos, individual e sobretudo coletivamente, que construiremos uma sociedade mais feliz.

Que Deus nos dê sabedoria e ilumine a todos.

Simão Jatene

Governador do Estado do Pará