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By Ferramentas Blog
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março 27, 2012

Ver-o-peso, 385 anos da maior feira livre da América Latina

1965 - Libero Luxardo
Parabéns aos trabalhadores!
Uma casa de aferir peso acabou virando símbolo de uma cidade

A Casa do Ver-o-peso foi criada no Brasil para aferir exatamente o peso do açúcar e outros produtos e cobrar, sobre o que fosse pesado, o devido imposto para a Coroa Portuguesa, pois as mercadorias da Amazônia passavam por aqui.
Em 1614, no Rio de Janeiro, essa modalidade fiscal foi introduzida. Em Belém, não se sabe ao certo quando o fisco começou a funcionar. Porém, em 1625, a Casa do Ver-o-peso já estava em pleno funcionamento, haja vista ter o Senado da Câmara solicitado ao governador Gomes Freire de Andrade a renda daquela espécie de Mesa Fiscal, orçada então em 150 mil-réis, para enfrentar as despesas administrativas da cidade.


parahistorico.blogspot.com
 A Casa deve ter sido erguida na foz do igarapé Piri, onde hoje é a Doca do Ver-o-peso. Para se ter uma idéia da topografia da época, recorde-se de que a avenida Castilhos França e a rua 15 de Novembro não existiam: as águas da Baía do Guajará banhavam toda aquela área, posteriormente aterrada. O igarapé do Piri avançava pela cidade e o atual trecho do largo do Palácio, avenida 16 de Novembro e circunvizinhanças não passavam de alagadiços.
Unindo o bairro da Cidade (Cidade Velha) ao da Campina, existia uma estiva sobre o Piri. A rua dos Mercadores, (João Alfredo) começava defronte da embocadura daquele igarapé. E ali as autoridades levantaram a Casa do Ver-o-peso para recolhimento dos impostos de entrada de mercadorias.


Em 1839, após a posse de Bernardo de Sousa Franco na Presidência da Província, tratou ele de dar início ao grandioso trabalho de recuperação econômica do Pará, abalado depois da Guerra dos Cabanos. Entre as várias medidas que tomou, incluiu-se a da extinção da repartição do Ver-o-peso, a 30 de Outubro daquele ano, pois os impostos passariam a ser cobrados na Recebedoria Provincial. No mesmo decreto determinava que a antiga Casa do Ver-o-peso fosse destinada para a Ribeira do Peixe Fresco.

Com o aterramento do Piri e com o avanço da cidade sobre a baía do Guajará, a paisagem do lugar sofreu radical transformação. Uma doca foi construída, para abrigar as pequenas embarcações que vinham do interior trazendo peixes, mariscos e produtos agrícolas. Na rua 15 de Novembro, ergueram o Mercado Municipal. Depois, na ponta do Ver-o-peso, o Mercado de Ferro. Em volta deles se desenvolveu a maior feira livre da cidade, que subsiste até hoje, transformando-se em um dos pontos mais característicos de Belém e um dos maiores pontos de atração turística, apesar da falta de higiene ainda ali imperante.

Mercado de Ferro
Construído por Antônio Lemos, foi inaugurado em 1º de Dezembro de 1901, em um domingo. A autorização para essa obra veio através da Lei Municipal nº 173, de 30 de Dezembro de 1897. E a empresa La Rocque, Pinto & Cia venceu a concorrência pública.


 De acordo com os dados oficiais, o mercado de Ferro tem a forma de um duodecágono (12 lados). Com o sistema de atracação a ferro, seus pilares exteriores medem 7,90m de altura e, os interiores, 9,40m, com um travejamento geral de ferro e aço. A parte central, que forma o mercado propriamente dito, tem uma área de 1.197m². O acesso é através de 4 portas. A cobertura, de telha francesa.  Na parte do centro, 18 clarabóias retangulares, de 3m de comprimento. Vidros de cinco milímetros de espessura as revestem e facilitam a entrada da claridade solar.
Nos quatro lados do edifício, erguem-se o mesmo número de torres, cobertas de escamas de zinco vieille-montaine. O travejamento é de ferro e madeira. Na parte externa há 44 compartimentos para fins comerciais, cada um medindo 3 × 5 m.
O peso do edifício e aterro sobre as fundações das linhas externas é de 1.133.389 toneladas; sobre as linhas externas, de 1.980.940 toneladas, totalizando 3.111.329 toneladas. O peso da construção metálica é de 44.000 toneladas, ou seja, 203.728 quilos por metro quadrado.


O Mercado Municipal
Onde está edificado o Mercado Municipal, ou de carne, num passado bem remoto era a praça do Pelourinho, que dava os fundos para a baía do Guajará. Ali é que executavam os condenados à morte.
Antes da administração de Antônio Lemos, o mercado possuía apenas um pavimento. E foi ele quem, autorizado pela Lei nº 384, de 4 de Março de 1904, em seu artigo 1º, autorizou fazer mudanças naquele lugar, não apenas ampliando-o, mas também imprimindo-se um aspecto mais harmonioso com as exigências da arquitetura moderna e de estética. Em 16 de Maio do mesmo ano, essas obras tiveram início.
Hoje, o mercado é oficialmente chamado de Francisco Bolonha, o engenheiro autor de tantas belas obras em Belém, e que foi concessionário daquele estabelecimento durante 30 anos.


(História Geral de Belém e do Grão-Pará, Carlos Rocque, pág. 209)


Leia Mais: Wikipédia:
O Ver-o-Peso é um mercado situado na cidade brasileira de Belém, no estado do Pará, estando localizada no Boulevard Castilho Franca. Símbolo da cidade, é sua maior atração turística e a maior feira livre da América Latina. O mercado do ver-o-peso abastece a cidade com variados tipos de gêneros alimentícios e ervas medicinais do interior paraense, fornecidos principalmente por via fluvial. Foi candidato à uma das 7 Maravilhas do Brasil.
Localizado na área da Cidade Velha (Belém) e diretamente às margens da baía do Guajará, foi construído em 1625 no porto do Pirí, assim chamado na época. Enquanto um entreposto fiscal, seu nome faz jus às chamadas Casas do Ver-o-Peso, projetadas no Brasil, em 1614, para conferir o peso exato das mercadorias e cobrar os respectivos impostos para a coroa portuguesa. A partir de então foi popularmente denomindo lugar de Ver-o-Peso, dando origem ao nome do mercado, já que era obrigatório ver o peso das mercadorias que saiam ou chegavam à Amazônia, arrecadando-se os impostos correspondentes. No final do século XIX e XX, o local que temos hoje por Complexo sofreu uma série de modificações tanto funcionais quanto em sua paisagem se adaptando às necessidades e gostos da Belle Époque. Foi nessa época que houve aterramento da Baía do Guajará, amplicação do Mercado de Carne, construção do porto e o Mercado de Ferro.
O mercado faz parte de um complexo arquitetônico e paisagístico que compreende uma área de 35 mil metros quadrados, com uma série de construções históricas, dentre elas o Mercado de Ferro, o Mercado da Carne, a Praça do Relógio, a Doca, a Feira do Açaí, a Ladeira do Castelo e o Solar da Beira e a Praça do Pescador. O conjunto foi tombado pelo IPHAN, em 1997.


Mais:
http://www.diarioonline.com.br/noticia-193749-ruas-do-complexo-do-ver-o-peso-serao-interditadas.html
http://parahistorico.blogspot.com.br/2009/02/exploradores-e-fundacao-de-belem.html
http://artepapaxibe.wordpress.com/fotos-belem-antiga/

dezembro 22, 2011

Apinagés de Volta!

Yey!!! Recolocaram o nome original!!! Nossas origens e nossa história mais perto de nós. :D
Parabéns ao pessoal que lutou contra aquela pouca-vergonha !

dezembro 08, 2011


Quer ver mais fotos da nossa cidade? Visite:

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=289912&langid=5

 http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1361185

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=430054

Seguindo Nossa Estrela

Ao invés de dividir e deixar o nosso futuro a mercê de políticos estrangeiros e enormes dívidas, não seria muito melhor procurarmos, assim como os reis magos, nosso caminho, todos juntos, seguindo a linda e brilhante estrela que representa nosso estado neste mês que carrega uma data tão especial?

Ora, sabemos que nossa linda estrela se chama Spica, ou Espiga. Ela faz parte da constelação de Virgem. Na astrologia, Virgem significa perfeição, detalhismo e concretização. Spica é sua estrela principal e a 15ª mais brilhante do céu.

Todos os dias, durante este mês, a constelação de Virgem estará, às 00:00, bem no horizonte, a Leste. E, é claro, brilhará sobre nosso estado todas as noites neste mês de importante decisão.

PARÁ, SUB LEGE PROGREDIAMUR.

novembro 16, 2011

A Revolta de Jacareacanga, Um Ensaio de Golpe Militar

A insatisfação de ala da Aeronáltica, inconformada com a posse de Juscelino Kubitschek e do vice João Goulart, motivou uma sedição que teve como palco Santarém e Jacareacanga, no Pará, em Fevereiro de 1956, episódio que ficou conhecido como Revolução de Jacareacanga, cujo líder foi o major Haroldo Veloso, posteriormente eleito deputado federal. O contragolpe deflagrado pelo general Teixeira Lott, em Novembro de 1955, garantindo a posse de Juscelino e Jango, fez com que os insatisfeitos da Marinha e da Aeronáutica aguardassem uma nova oportundade para agir.
Viam nos empossados a continuidade da política de Getúlio Vargas. O movimento de Jacareacanga falhou por falta de apoio das Forças Armadas. Ficou isolado e reprimido, repetindo-se três anos depois em Aragarças. Quase com o mesmo protagonista.

Veloso e Lameirão
Em 10 de fevereiro de 1956, o major Veloso e o capitão José Chaves Lameirão deram início para execução do plano. Ingressaram na Base dos Afonsos, no Rio de Janeiro, a fim de se apoderar de um avião AT-11, tipo caça de combate. Dominaram um oficial e arrombaram o depósito e carregaram o avião com armas e munições.

Ignorando a torre de controle, decolaram para a Serra do Cachimbo, no coração da Amazônia. Dali se transferiram para Jacareacanga, onde Veloso instalou seu quartel-general, tratando de armar os índios e seringueiros para o caso de um combate com as forças legais.

À esquerda Maj Av Paulo Victor, à direita Veloso
Aqui vou complementar com o texto de Histórias Sem Fronteiras:  "Esses militares temiam uma represália do grupo militar vitorioso no 11 de Novembro e, por essa razão, não concordavam com a permanência, no governo JK, do ministro Vasco Alves Seco na pasta da Aeronáutica. Dez dias depois do início da rebelião, os rebeldes já controlavam as localidades de Cachimbo, Belterra, Itaituba e Aragarças, além da cidade de Santarém, contando inclusive com o apoio das populações locais. Haviam recebido também a adesão de mais um oficial da Aeronáutica, o major Paulo Victor da Silva, que fora enviado de Belém para combatê-los.
Apesar de ter sido uma rebelião de pequena monta, o governo encontrou dificuldades para reprimi-la devido à reação de oficiais, sobretudo da Aeronáutica, que se recusavam a participar da repressão aos rebelados. Após 19 dias a rebelião foi afinal controlada pelas tropas legalistas, com a prisão de seu principal líder, o major Haroldo Veloso. Os outros líderes conseguiram escapar e se exilar na Bolívia. Todos os rebelados foram beneficiados pela "anistia ampla e irrestrita", concedida logo depois pelo Congresso, por solicitação do próprio presidente JK."
Catalina voa rasante e efetua disparos
sobre o acantonamento rebelde.
Cap  Av Lameirão, armado, abriga-se
atrás de uma peça de artilharia antiga e
revida o fogo.
No solo o Beechcraft 1523, dos Afonsos,
levado pelos rebelados, com armas e
munições, para Jacareacanga.
O governo tomava providências para sufocar a rebelião. Uma fortaleza voadora B-17 fazia vôos rasantes sobre Santarém na tentativa de localizar os revoltosos. Tropas federais seguiram de navio para Santarém. Em 21 de Abril ocorreu um ligeiro combate no aeroporto da cidade, entre dois catalinas e os revoltosos, que usavam armas leves. Eles ficaram preocupados com a falta de apoio das Forças Armadas e com a suposta aproximação do navio Presidente Vargas, levando mais forças federais.
Clique para ampliar
Lobo D'Almada

Os revoltos preferiram voltar para Jacareacanga, mas o "Presidente Vargas" só chegou três dias depois. O outro navio era o "Lobo D'Almada", levando apenas passageiros.
Veloso foi preso dias depois e anistiado (desculpado) em seguida, junto com seus companheiros, pelo presidente JK. Ao ser apresentado ao comandante da 1ª Zona Aérea, brigadeiro Antônio Alves Cabral, que se encontrava no campo de operações, este ter-lhe-ia dado uma reprimenda, amargurado com o ato do amigo.

Elias Pinto
O major Veloso, contudo, acabaria morrendo por causa de Santarém, mas em outra circunstância política, ao intervir numa explosão de divergências locais, quando era deputado federal. Na época, era prefeito da cidade Elias Pinto, eleito pelo MDB. A bancada da Arena quis cassar-lhe o mandato, alegando irregularidades administrativas. Veloso era deputado federal pela Arena e passou a apoiar Elias Pinto e foi a Santarém, no auge da crise, para garantir a permanência do prefeito no cargo. Em choque com a Polícia, Veloso foi mortalmente ferido, vindo a morrer dias depois, no Rio de Janeiro.

(Livro História Geral de Belém e do Grão Pará - Carlos Rocque, pág. 174 e fotos de http://dc392.4shared.com/doc/6vGAd-jy/preview.html)
Clique para ampliar
 E MAIS: http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/JK/biografias/haroldo_veloso

Haroldo Veloso
"Haroldo Coimbra Veloso nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 4 de julho de 1920, filho de Paulo Veloso e Diva Coimbra Veloso. Sentou praça em abril de 1939, ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio. Fez o curso de engenharia aérea e em abril de 1951 foi promovido a major-aviador.
Após o suicídio de Getúlio Vargas, delineou-se o quadro sucessório com a indicação, pelo Partido Social Democrático (PSD), da candidatura do então governador de Minas Gerais, Juscelino Kubitschek. Logo em seguida estabeleceu-se a aliança entre o PSD e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), sendo João Goulart indicado candidato à vice-presidência. Essa aliança fez recrudescer a oposição da União Democrática Nacional (UDN) e levou alguns chefes militares a se manifestarem contra a candidatura de Goulart, acusado de esquerdista. Ao mesmo tempo, o setor mais radical da UDN pregava um golpe de Estado para impedir as eleições que, todavia, foram realizadas em outubro de 1955, dando a vitória a Juscelino Kubitschek e João Goulart.
Jango

Em 9 de novembro seguinte, com o afastamento do presidente Café Filho o governo foi assumido por Carlos Luz, que havia sido contrário à candidatura de Juscelino. No dia 11 o general Henrique Teixeira Lott liderou um movimento militar que provocou o impedimento de Carlos Luz – acusado de aderir a uma conspiração em preparo no âmbito do governo para impedir a posse dos eleitos – empossando na chefia da nação o vice-presidente do Senado, Nereu Ramos. Ficou assim garantida a posse de Juscelino e Goulart, que ocorreu em 31 de janeiro de 1956, apesar dos protestos da UDN e do descontentamento de alguns segmentos das forças armadas. 
Lott
JK
Haroldo Veloso representava um setor da Aeronáutica descontente com o regime desde a primeira derrota do brigadeiro Eduardo Gomes em 1945, e sensível às pregações udenistas. Assim, em 1956 liderou a Revolta de Jacareacanga, lugarejo situado no município de Itaituba (PA), próximo à fronteira com o Amazonas e a 300km de Manaus. O levante, de oposição à corrente militar que patrocinou o Movimento do 11 de Novembro de 1955, visava destituir o presidente e o vice-presidente recém-empossados.

Clique para ampliar
Devido à sua participação neste movimento, Veloso foi preso e conduzido a Santarém, onde ficou detido a bordo do navio Getúlio Vargas. Levado para Belém, respondeu a inquérito policial-militar enquanto permanecia preso no Parque da Aeronáutica. No dia seguinte à sua prisão, 1º de março de 1956, Juscelino Kubitschek enviou ao Congresso o anteprojeto de lei que concedia anistia geral a todos os que tivessem conspirado contra o governo desde 10 de novembro de 1955.
No final do governo Kubitschek, já articulada a sucessão presidencial,
J. Quadros
Brizola
Jânio Quadros apresentava-se como o único candidato capaz de derrotar a coligação entre o PSD e o PTB, que se achava no poder. Apesar de apartidário, Jânio Quadros contava com o apoio da UDN e dos setores militares descontentes com o rumo político assumido pelo governo Kubitschek, inclusive o setor da Aeronáutica que participara da Revolta de Jacareacanga.
Em 25 de novembro de 1959, a renúncia de Jânio como candidato às eleições presidenciais de 1960 e a suspeita de uma conspiração de esquerda que seria liderada por Leonel Brizola geraram outra crise militar — a Revolta de Aragarças. Haroldo Veloso participou também desse movimento liderado por João Paulo Burnier.
Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que destituiu o presidente João Goulart, Veloso requereu sua entrada para a reserva remunerada como brigadeiro. Com a edição do Ato Institucional nº 2 em 1965 e a posterior instauração do bipartidarismo, Veloso filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), de orientação governista. No pleito de novembro de 1966, elegeu-se deputado federal pelo Pará na legenda da Arena. Ocupou uma cadeira na Câmara em fevereiro de 1967.
Ao longo de seu mandato, denunciou a existência de aeroportos clandestinos na Amazônia, que serviam a empresas estrangeiras. Foi casado com Maria de Lurdes Leal Veloso. Faleceu no Rio de Janeiro em 22 de outubro de 1969."

Santarém
Jacareacanga







De: http://www.google.com.br/search?q=%C3%ADndios+de+Jacareacanga&ie=utf-8&oe=utf-8&aq=t&rls=org.mozilla:pt-BR:official&client=firefox-a

 Jacareacanga
Pará - PA
Histórico
De acordo com a bibliografia, o nome Jacareacanga foi dado índios que habitavam a região, ao observarem do alto de uma elevação próxima a antiga vila, que a mesma possuía uma forma que lembrava um jacaré, tendo em seu dorso uma saliência semelhante a uma “canga”.
A sua história se confunde com a da cidade de Itaituba e da conquista do rio Tapajós, apresentando destaque especial a partir da década de 50 (Cinqüenta) quando o então Presidente da República, Getúlio Vargas, estabeleceu uma estratégia de ocupação da região, chamada de “marcha para o oeste”, que visava acima de tudo, consolidar a soberania nacional.
No fim da década de 50 (Cinqüenta) um fato marcou profundamente a região, foi o início da garimpagem de ouro, provocando um forte movimento migratório, gerando uma ocupação desordenada e o estabelecimento de uma dependência econômica, vigente até os dias atuais.
A emancipação política do município de Jacareacanga, até parte do município de Itaituba, foi o resultado da mobilização dos moradores, iniciada no final da década de 80 (oitenta) quando foi criada a Comissão Pró-Emancipação Política do Distrito Municipal de Jacareacanga, cuja presidência coube ao Sr. Sebastião Lopes Pimenta. O pedido de emancipação foi ecaminhado à Assembléia Legislativa do Estado do Pará, pelo então Deputado Estadual Vilson João Shuber, que fez acompanhar da representação, a ata de criação da Comissão já citada além de um abaixoassinado com 150 (Cento e Cinqüenta) assinantes.

-Gentílico: jacareacanguenses
-Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Jacareacanga. Pela lei estadual nº 2460, de 29-12-1961, subordinado ao município de Itaituba.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o distrito figura no município de Itaituba.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-I-1979.
Elevado à categoria de município com a denominação de Jacareacanga, pela lei estadual nº
5691, de 13-12-1991, desmembrado de Itaituba. Sede no antigo distrito de Jacareacanga.
Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1993. Em divisão territorial datada de 1-VII-1995, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-VII-1991.
Pela lei nº , é criado o distrito de Porto Rico anexado ao município de Jacareacanga.
Em divisão territorial datada de 2001, o município constituído de 2 distritos: Jacareacanga e
Porto Rico. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

=GOSTARIA DE TER ESTUDADO SOBRE ISTO NA ESCOLA=
Perdi o fôlego quando encontrei todas estas fotos da Revolta!
Também gostaria de entender mais sobre o que acontece em Jacareacanga  hoje. A gente tem que pesquisar bastante...

novembro 12, 2011

Divisão Do Pará: Mais Malefícios Do Que Benefícios.


Minha tia voltou de Carajás. Ela disse que viu um carro que não tinha mais onde colocar os adesivos do "sim". Acho que o dono(a) deste carro, ou é subordinado(a) da Vale, ou é rico(a)-ladrão(a), ou ainda não entendeu o que está por trás destas armações. Uma garota de Carajás escreveu num debate na internet: "Belém não quer a divisão, porque não quer ficar sem nossos milhões, né!?". "NOSSOS MILHÕES", SÓ SE FOR NA CASA DO CAPETA, SUA LOUCA! Aqui no Pará, de tudo o que é produzido, grande parte vai embora! E PIB não reflete a realidade de um estado!
Só de ouvir e ver as propagandas do "sim", a gente já percebe que elas não têm muito fundamento, mais conhecidas como do tipo #FAIL e #OWNED. Ouvi cada ABSURDO numa rádio como: "Com a Divisão, o Pará não vai perder quase nada tirando as reservas florestais. Vote 77 Tapajós." Olha, tenho meus princípios bíblicos e sei que não devo, mas na hora pensei: "QUE P**** É ESSA!? O cara começa no nada e vai pro lugar nenhum!".
MOMENTO DE DEBATER REBATER:

1) Nesta propaganda, a moçinha (que nem paraense é, pois todas as propagandas políticas são gravadas em SP) diz que, se não dividir, não vai mudar nada. A que mudança ela se refere? Mudar para pior, só pode. Porque até lá no Japão vai mudar alguma coisa: o bolso do dono da Mitsui, que é dona de mais de 18% da Vale, vai ficar pequeno para tanto dinheiro. Afinal, Ela também tem o direito participar das decisões da Vale, que está louca para poder mandar livremente em Carajás. O mundo inteiro leva embora nossos recursos naturais: http://veja.abril.com.br/211009/popup_vale.html. E já querem levar nossa dignidade.
2) Também diz: "o Governo do Pará não tem dinheiro nem para contratar mais médicos (...)". É, pode ser. Mas imagina então Carajás, que se alimentará dos mesmos lugares de onde vêm os repasses públicos, para pagar todos esses novos políticos, juizes e mais um montão de gente (leia mais a frente). Ei! Aqui não é Europa, não, velho! Aqui é terra de mágico: mete a mão e desaparece!
3) É: divide os problemas só se for por ½ (meio), que dá problemas multiplicados por 2! (analogia para enganar: troca-se o "multiplicar" por meio, por "dividir" por meio. Pois 1 × ½ = ½  e  1 ÷ ½ = 2), só que neste caso pode surgir o triplo dos problemas (3 estados). E ele não fala que terão que ser contratados mais "meio mundo" de políticos para controlar as áreas divididas! Na política brasileira, eu sinto muito, mas em nada se confia.
4) Caso haja a divisão, NÃO haverá MAIS repasse do FPE. Caso haja divisão, haverá uma reformulação dos repasses. Mas isso não quer dizer que vamos receber mais. Hoje, o Pará recebe 2,4 bilhões do FPE (6,1%). Quem vai garantir que os valores vão subir? Serão 3 estados menores, menos participação. A exemplo disso, veja São Paulo: 1% do FPE. (Lei Complementar Nº 62 de 28 de Dezembro de 1989).E por falar em REFORMULAÇÃO DE REPASSES, outros estados podem sair perdendo com isso.
5) O Pará não vai receber esse dinheiro (5 bi e 900). Porque existe uma lei que diz que a União NÃO vai ficar "dando de mamar" e nem vai pagar a conta da criação dos estados. (http://www.dji.com.br/constituicao_federal/cf233a250.htm)
6) No Brasil, mais dinheiro significa: mais gente metendo a mão.
7) Belém está até "o talo" de médicos e advogados! Eles é que não querem ir para o interior, onde se paga até mais para servir de incentivo. (http://arielmcastro.blogspot.com/2009/07/medico-no-interior-ganha-mais-do-que.html).
8) Pois é! Se separar vai ter que rezar muuuuuuito por cada ladrão novo...

Agora, as propagandas 3, 5, e 7 e 9 do NÃO:




A verdade é que só trará benefícios para os ricos dessas regiões... em especial a Companhia Vale e seus mandos e desmandos na região. Nem estamos preocupados se Belém pode perder o dinheiro da cobrança de impostos, território, etc.: a gente já viu "esse filme". Eles querem esse dinheiro para melhorar seus bolsos  e dizem que União teria que ficar sustentando por vários anos, o que é mentira! (http://www.dji.com.br/constituicao_federal/cf233a250.htm). Querem deixar igual o Amapá: só funcionário público "mamando" no povo. Depois vai ficar só a bagaça! Se Tocantins era miserável, agora é pobre. E fizeram tanta propaganda dizendo que ia melhorar pra caramba! Melhorou quase nada e olha o tempo que esperaram pelo dinheiro: 16 anos! Hoje, continuam com a gente em último plano.
Alborghetti se revira.
 Caso haja a divisão, serão mais 6 senadores, 16 deputados federais e, para completar a zorra, mais 48 deputados estaduais. O dinheiro que vem, ou melhor, que não vem para "desenvolver" vai acabar rapidinho com toda essa farra aí. E o povo, crente em desenvolvimento e mais inclusão social, fica na pior. Isso sem falar nos parasitas: uma organização de supermercados está comprando de tudo direto em Santarém, só para "mamar" também. Os deputados a favor: de 10, por exemplo, 8 foram eleitos por aqui, mas não nasceram aqui. O mesmo cara que fez a propaganda contra a divisão no Nordeste, está fazendo a "a favor" aqui. E tem tantos outros, que não vou nem falar, porque tem tanto pistoleiro neste mundo! 
TÃO PENSANDO QUE VÃO ENGANAR QUEM, MEUS AMORES?
ATÉ MESMO IMPLANTAR TREM-BALA MAGLEV ENTRE AS PRINCIPAIS CIDADES DO PARÁ SAI MUITO MAIS BARATO E DURADOURO!
É ISTO QUE VOCÊ QUER?



ACHO QUE O POVO NÃO.



PARÁ: AME-O OU DEIXE-O
EEa
Este está equivocado quanto à lei acima.
E




 www.grupoencantosamazonicos

TAPAJÓS E CARAJÁS: FURTO, FURTEI, FURTAREI
José Ribamar Bessa Freire
09/10/2011 - Diário do Amazonas

 Essa foi a vaia mais estrondosa e demorada de toda a história da
Amazônia. Começou no dia 4 de Abril de 1654, em São Luís do Maranhão,
com a conjugação do verbo furtar, e continuou ressoando em Belém, num
auditório da Universidade Federal do Pará, na última quinta-feira, 6 de
Outubro, quando estudantes hostilizaram dois deputados federais que
defendiam a criação dos Estados de Tapajós e Carajás.
A vaia, que atravessou os séculos, só será interrompida no dia 11 de
Dezembro próximo, quando quase 5 milhões de eleitores paraenses irão às
urnas para votar, num plebiscito, se querem ou não a criação dos dois
Estados desmembrados do Pará, que ficará reduzido a apenas 17% de seu
atual território caso a resposta dos eleitores seja afirmativa.
A proposta de divisão territorial não é nova. Embora o fato não seja
ensinado nas escolas, o certo é que Portugal manteve dois estados na
América: o Estado do Brasil e o Estado do Maranhão e Grão-Pará, cada um
com governador próprio, leis próprias e seu corpo de funcionários.
Somente um ano depois da Independência do Brasil, em Agosto de 1823, é
que o Grão-Pará aderiu ao estado independente, com ele se unificando.
Pois bem, no século XVII, a proposta era criar mais estados. Os colonos
começaram a pressionar o rei de Portugal, D. João IV, para que as
capitanias da região norte fossem transformadas em entidades autônomas. O
padre Antônio Vieira, conselheiro do rei de Portugal, D. João IV,
convenceu o monarca a fazer exatamente o contrário, criando um governo
único do Estado do Maranhão e Grão-Pará sediado inicialmente em São
Luís e depois em Belém.
Para isso, o missionário jesuíta usou um argumento singular. Ele alegava
que se o rei criasse outros estados na Amazônia, teria que nomear mais
governadores, o que dificultaria o controle sobre eles. É mais fácil
vigiar um ladrão do que dois, escreveu Vieira em carta ao rei, de 4 de
Abril de 1654: “Digo, senhor, que menos mal será um ladrão que dois, e
que mais dificultoso será de achar dois homens de bem que um só”.
N um sermão que pregou na sexta-feira santa, já em Lisboa, perante um
auditório onde estavam membros da corte, juízes, ministros e conselheiros
da Coroa, o padre Vieira, recém-chegado do Maranhão, acusou os
governadores, nomeados por três anos, de enriquecerem durante o triênio,
juntamente com seus amigos e apaniguados, dizendo que eles conjugavam o
verbo furtar em todos os tempos, modos e pessoas. Vale a pena transcrever
um trecho do seu sermão:
- “Furtam pelo modo infinitivo, porque não tem fim o furtar com o fim
do governo, e sempre lá deixam raízes em que se vão continuando os
furtos. Esses mesmos modos conjugam por todas as pessoas: porque a primeira
pessoa do verbo é a sua, as segundas os seus criados, e as terceiras
quantos para isso têm indústria e consciência”.
Segundo Vieira, os governadores ”furtam juntamente por todos os
tempos”. Roubam no tempo presente , “que é o seu tempo” durante o
triênio em que governam, e roubam ainda ”no pretérito e no futuro”.
Roubam no passado perdoando dívidas antigas com o Estado em troca de
propinas, “ vendendo perdões” e roubam no futuro quando “empenham as
rendas e antecipam os contrato, com que tudo, o caído e não caído, lhe
vem a cair nas mãos”.
O missionário jesuíta, conselheiro e confessor do rei, prosseguiu:
“Finalmente, nos mesmos tempos não lhe escapam os imperfeitos,

furtaram, furtariam e haveriam de furtar mais se mais houvesse. Em suma,
que o resumo de toda esta rapante conjugação vem a ser o supino do mesmo
verbo: a furtar, para furtar. E quando eles têm conjugado assim toda a voz
ativa, e as miseráveis províncias suportado toda a passiva, eles como se
tiveram feito grandes serviços tornam carregados de despojos e ricos; e
elas ficam roubadas e consumidas”.
Numa atitude audaciosa, padre Vieira chama o próprio rei às suas
responsabilidades, concluindo:
“Em qualquer parte do mundo se pode verificar o que Isaías diz dos
príncipes de Jerusalém: os teus príncipes são companheiros dos
ladrões. E por que? São companheiros dos ladrões, porque os dissimulam;
são companheiros dos ladrões, porque os consentem; são companheiros dos
ladrões, porque lhes dão os postos e os poderes; são companheiros dos
ladrões, porque talvez os defendem; e são finalmente, seus companheiros,
porque os acompanham e hão de acompanhar ao inferno, onde os mesmos
ladrões os levam consigo”.
Os dois novos Estados – Carajás e Tapajós – se criados, significam
mais governadores, mais deputados, mais juizes, mais tribunais de contas,
mais mordomias, mais assaltos aos cofres públicos. Por isso, o Conselho
Indígena dos rios Tapajós e Arapiuns, sediado em Santarém, representando
13 povos de 52 aldeias, se pronunciou criticamente em relação à
proposta. Em nota oficial, esclarece:

“Os indígenas, os quilombolas e os trabalhadores da região nunca
estiveram na frente do movimento pela criação do Estado do Tapajós,
porque essa não era sua reivindicação e também porque não eram
convidados. Esse movimento foi iniciado e liderado nos últimos anos por
políticos. E nós temos aprendido que o que é bom para essa gente
dificilmente é bom para nós”.